Terapia Fonoaudiológica

A fonoaudiologia é a ciência que se dedica a prevenir, diagnosticar e tratar as alterações de linguagem oral e escrita, fala, voz e audição.

Atua também com pacientes submetidos à cirurgia ortognática, tratameno ortodôntico e/ou com dificuldades em respirar, sugar, mastigar e deglutir.

nota2

Alteração na articulação dos sons da fala
Alteração na voz
Assessoria escolar
Atraso no desenvolvimento da linguagem
Deficiência auditiva
Deficiência mental
Dificuldades de leitura e escrita
Gagueira
Paralisia cerebral
Síndromes

nota3

Linguagem é o instrumento de comunicação humana que distingue o homem de outros seres. É um complexo processo biopsicossocial. A linguagem humana pede bases orgânicas íntegras, o bom psiquismo do indivíduo, um ambiente social estimulador e inúmeros fatores cognitivo-linguisticos para que se desenvolva.

O estado de saúde é de fundamental importância, principalmente até os primeiros três anos de idade. Doenças debilitantes e carência nutritiva são os principais entraves para a aquisição da linguagem.

O ambiente no qual a criança desenvolve-se influi quanto ao clima emocional e quanto aos modelos verbais e experiências que estes proporcionam. Situações distensas e segurança afetiva influem positivamente no desenvolvimento, desde as etapas iniciais de vocalização. O intercâmbio entre crianças e adultos não se restringe a um recebimento passivo por parte das primeiras. A estimulação tende a ser mútua, de modo que as crianças pouco ativas e que respondem escassamente aos estímulos podem provocar desinteresse dos adultos. Por outro lado, crianças cujas vocalizações são ignoradas ou mesmo reprimidas dificilmente aumentam e diversificam suas emissões.

Os modelos verbais fornecidos pelo meio influem pela sua quantidade, qualidade e por suas relações com a situação vivida pela criança. Escassez e exagero são contraproducentes, bem como construções gramaticais e articulações muito infantis ou em nível por demais adulto, muitas vezes desvinculadas de experiências imediatas, desfavorecem o desenvolvimento nos primeiros anos de vida.

O aspecto criativo é um dos traços mais marcantes da linguagem das crianças. Mas igualmente notável é a velocidade segundo a qual a linguagem se desenvolve. Os sons que uma criança produz antes dos 10 ou 12 meses de idade, quando ela fala suas primeiras palavras, não são realmente uma linguagem. Os linguistas geralmente denominam esse período de FASE PRÉ-LINGUÍSTICA. Nessa fase o desenvolvimento parece ocorrer em passos ou estágios não muito delimitados. Mas, embora as crianças variem muito na idade em que passam de um estágio para o outro, a sequencia que apresentaremos a seguir parece ser a mesma para a maioria.

CHORO

Do nascimento até aproximadamente um mês de idade, o único som que um bebê geralmente produz é o choro. Os bebês podem ter diversos choros, com alguns padrões sonoros diferentes, e estes sons podem sinalizar tipos específicos de desconforto ou problemas.

GORJEIO

A partir do 1º mês, o bebê começa a adicionar alguns sons diferentes ao seu repertório, dos quais um tipo de som de gorjeio é o mais comum – a vogal U U U – é ouvida em grandes extensões. Estes sons parecem estar associados a situações agradáveis para a criança – momentos em que ela está com fraldas limpas, acordada e bem alimentada.

BALBUCIO

Em torno dos seis meses, o bebê começa a usar uma gama muito maior de sons. A criança gasta mais tempo produzindo-os, repetindo a si própria sons como “ga ga ga ga”, “da da da da”. Por volta desse período, a criança torna-se dependente da estimulação da voz das pessoas que a cercam, e da sua própria voz (feed back auditivo), para dar continuidade ao processo de aquisição da linguagem. É portanto, nesta fase, que a criança deficiente auditiva, desprovida dos sinais auditivos verbais, tem o seu desenvolvimento de linguagem interrompido.

FASE LINGUÍSTICA

As primeiras palavras aparecem para rotular objetos conhecidos, solicitar coisas, nomear familiares. A criança usa gestos, o tom de voz e o contexto para garantir a compreensão do que ela diz.
Está atenta ao que ouve, aprecia histórias e canções. As primeiras sentenças são naturalmente curtas e simples.
Aos poucos amplia seu vocabulário e inicia por volta dos dezoito meses a elaboração de frases mais complexas até chegar ao padrão de frases como as dos adultos. Por volta dos quatro anos a criança deve estar falando com boa articulação e inteligibilidade de todo o sistema fonético-fonológico, os sons de nossa língua.

FALA

Para que a produção de fala seja eficiente é imprescindível o bom desenvolvimento de estruturas (órgãos fonoarticulatórios) que atuam no ato da fala, como lábios, bochechas, língua e palato, pois se alguma alteração de tônus for apresentada por hipotonia ou por hipertonia, provavelmente a produção dos sons também estará alterada.
As crianças imitam os adultos, falarão mais se forem reforçadas, precisam de pessoas que lhes falem uma linguagem mais acessível, apesar de elas mesmas contribuírem com tal processo com seus próprios conceitos e sua própria análise. Estimulando a oralidade da criança, ensinado-a a ver, ouvir, narrar, estaremos preparando-a para o próximo passo, que é o desenvolvimento da linguagem escrita.

Valorize sempre as tentativas de comunicação de seu filho.
Esteja atento ao que ele fala e não ao como ele fala.
Conte histórias.
Valorize as tentativas de relatos.
Cante músicas infantis.
Evite falar de maneira muito infantilizada com seu filho.
No início, faça uso de onomatopéias.
Fale sempre de forma bem articulada, com adequada infexão da voz.
Desperte o interesse de seu filho por novas palavras, explicando seu significado.
Comente fatos pitorescos, destaque a atenção da criança para sons e rítmos
pouco comuns.