Prótese Auditiva

O que é?

A prótese auditiva é um amplificador. Tem a função de possibilitar a maior compreensão possível da fala, bem como tornar audível sons ambientais, sinais de perigo, sinais de alerta, sons lúdicos, tornando-se facilitador para o desenvolvimento global do deficiente auditivo.

Porque usar?

A prótese auditiva faz parte do processo de *habilitação/**reabilitação auditiva e é considerada a peça fundamental.

* habilitação auditiva - a deficiência auditiva inicia antes do desenvolvimento da fala, linguagem e outras habilidades de comunicação.

**reabilitação auditiva - restabelecimento das habilidades de comunicação desenvolvidas antes da perda auditiva.

Quando usar?

Sempre que houver a presença de perda auditiva sem possibilidade de tratamento e reversão a curto prazo. Salienta-se que a prótese auditiva deverá ser adaptada o mais precocemente possível.

Características físicas e eletroacústicas das próteses auditivas

Sempre que possível deverá ser indicado o uso de duas próteses auditivas quando o indivíduo for portador de perda auditiva em ambas as orelhas.

Poderá ser optado pelo tipo retroauricular (a prótese posiciona-se atrás do pavilhão auricular e o som amplificado é conduzido para dentro da orelha através do molde, peça confeccionada sob medida) ou pelo tipo intra-aural (a prótese é colocada na concha e/ou na porção inicial do canal da orelha, também confeccionada sob medida). Os dois tipos apresentam vários tamanhos que estão relacionados à marca, à intensidade da perda e as necessidades de inclusão de circuitos especiais.

Atualmente o maior número de próteses auditivas apresenta tecnologia digital (regulagem via computador com visualização das características eletroacústicas), podendo-se optar, quando necessário, pela chamada adaptação aberta (sem oclusão do meato acústico) em tipos retroauriculares.

Está relacionada a diversos fatores como:

Local e grau da lesão auditiva,
Expectativas em relação aos resultados da prótese auditiva,
Habilitação/reabilitação auditiva,
Realização de treinamento auditivo, etc.

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Intensidade da deficiência auditiva x Efeitos no desenvolvimeto da linguagem


0 - 15 dB: audição normal; todos os sons da fala podem ser ouvidos.

16 - 25 dB: Deficiência Auditiva mínima; vogais são ouvidas, podem não ouvir algumas consoantes. Se for crônica ou recorrente, pode causar discreta dificuldade na aquisição da linguagem.

26 - 40 dB: Deficiência Auditiva leve; dificuldade para ouvir fala sussurrada ou distante, ouve apenas voz elevada. Pode apresentar atraso leve na aquisição da linguagem, dificuldades de fala, desatenção. Necessita de lugar favorável na sala de aula e pode precisar de prótese auditiva e fonoterapia.

41- 65 dB: Deficiência Auditiva moderada; não escutam a maioria das palavras em uma conversação normal. Apresentam problemas de fala, atraso na aquisição da linguagem, dificuldade de aprendizagem e desatenção. Necessitam de próteses auditivas, fonoterapia e localização especial em sala de aula.

66 - 90 dB: Deficiência Auditiva severa; não escutam os sons da fala, escutam somente se for falado em intensidade alta e bem próxima, identificam sons ambientais e distinguem as vogais, mas não as consoantes. A fala e a linguagem não se estabelecem espontaneamente se a DA for pré ou perinatal. Deve usar prótese auditiva e realizar fonoterapia. Poderá freqüentar classes regulares após treinamento especializado.

91 ou mais dB: Deficiência Auditiva profunda; só ouvem sons muito altos, não ouvem som da voz. A fala e a linguagem não se estabelecem espontaneamente se a DA for pré ou perinatal. Deve usar prótese auditiva e realizar fonoterapia. Poderá freqüentar classes regulares após treinamento especializado.

*dB - decibéis

 


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Não molhar. Não existem próteses a prova de água. Em casos de perdas severa/profundas encontramos no mercado próteses resistente à água.

Evitar quedas.

Cuidados com os moldes (limpeza e substituição sempre que necessário).

Uso de desumidificador.

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Sinais de alerta para deficiência auditiva leve/moderada (26 a 65dB)

Estas perdas são as mais danosas, pois podem passar despercebidas no dia a dia da criança.

O lactente costuma apresentar atraso na aquisição da fala e demora em começar a andar. Alguns estudos referem relação entre otites antes dos 03 anos e dificuldade posteriores de aprendizagem (aprendizagem formal).

O escolar pode apresentar: quadro de desatenção e agitação (diagnóstico diferencial com TDAH); trocas de fonemas surdo-sonoros; troca de grafemas; desatenção (dificuldade em ouvir o professor, mas não o colega ao lado); não atende quando chamado; volume de TV e som acima do normal; distúrbios do equilíbrio (quedas freqüentes, bater acidentalmente nas paredes, insegurança para andar de bicicleta ou dormir no escuro).

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